A diminuição dos níveis de testosterona em homens jovens é um fenômeno que vem chamando atenção, especialmente por estar relacionada a hábitos de vida pouco saudáveis. Cansaço, irritabilidade e diminuição da libido são sinais que podem indicar essa condição, mesmo antes dos 40 anos.
Causas da queda precoce
Embora a redução da testosterona seja um processo natural a partir dos 40 anos, uma queda prematura pode ser causada por fatores como obesidade, estresse crônico e sedentarismo. A endocrinologista Ana Luiza Rio explica que o excesso de tecido adiposo pode transformar a testosterona em estradiol, dificultando a produção hormonal nos testículos.
Além disso, o diabetes tipo 2, especialmente quando mal controlado, pode afetar até 50% dos homens com a doença, levando ao hipogonadismo. Outros fatores, como o uso excessivo de anabolizantes, também têm sido associados a esse problema.
Sintomas comuns e diagnósticos
Os sintomas de testosterona baixa podem ser sutis e facilmente confundidos com estresse ou ansiedade. Entre os sinais mais específicos estão a diminuição da libido, alterações na qualidade das ereções e perda de massa muscular. O urologista Gustavo Marquesine Paul ressalta que a persistência desses sintomas deve ser investigada com exames laboratoriais apropriados.
A dosagem da testosterona total é o primeiro passo no diagnóstico, mas deve ser confirmada com uma segunda coleta. A avaliação hormonal deve incluir outros exames para determinar a causa da deficiência, como hormônios LH e FSH, além de análises de colesterol e glicemia.
Tratamento e reposição hormonal
Embora muitos busquem a reposição de testosterona como solução rápida, essa abordagem deve ser feita com cautela, pois pode ter efeitos colaterais severos, incluindo infertilidade e riscos cardiovasculares. A reposição é recomendada apenas quando há confirmação de níveis baixos e sempre sob supervisão médica.
Em vez disso, mudanças no estilo de vida, como perda de peso, exercícios físicos regulares e controle do estresse, podem gerar resultados positivos. A atividade física, em particular, pode aumentar os níveis de testosterona e melhorar a saúde geral.
A questão da testosterona nas mulheres
Embora a testosterona seja frequentemente discutida em relação aos homens, as mulheres também produzem esse hormônio, mas em quantidades menores. A medição dos níveis hormonais em mulheres é geralmente realizada para diagnosticar condições específicas, como a síndrome dos ovários policísticos.
O uso de testosterona em mulheres é restrito e deve ocorrer somente em situações específicas, como o transtorno do desejo sexual hipoativo após a menopausa. O uso indiscriminado pode levar a efeitos colaterais indesejados e não é recomendado.
