O Partido dos Trabalhadores (PT) de Minas Gerais anunciou oficialmente o início das conversas para a construção de uma candidatura própria ao governo do estado. Essa decisão foi comunicada em uma resolução enviada aos militantes do partido e reflete a insatisfação com a perspectiva de depender de nomes externos para a disputa.
Decisão após desistência de Pacheco
A resolução foi elaborada pela Executiva estadual do PT e surge após o senador Rodrigo Pacheco (PSB) ter declarado que não irá concorrer ao cargo. O ex-presidente do Congresso Nacional confirmou que deixará a vida pública ao fim de seu mandato parlamentar, o que abre espaço para que o PT busque um candidato próprio.
O texto destaca que é inaceitável, em maio de 2026, o partido ainda aguardar por opções externas para liderar o projeto de transformação no estado. A direção estadual do PT enfatizou a importância de iniciar imediatamente o debate interno para a escolha do candidato, mantendo o diálogo com partidos progressistas.
Possíveis candidatos e apoio de Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia manifestado sua preferência por uma candidatura interna do PT, caso Pacheco não se apresentasse. Nomes como Reginaldo Lopes e Marília Campos eram considerados, mas ambos já indicaram que não estão interessados na candidatura. Nesse contexto, o nome de Sandra Goulart, ex-reitora da UFMG, começa a ganhar destaque.
A resolução do PT afirma que a construção de uma candidatura própria, em unidade com os partidos da Federação e em diálogo com movimentos sociais, é essencial para consolidar um projeto de reconstrução para Minas Gerais.
Grupo de Trabalho Eleitoral
O Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT em Minas será responsável por iniciar consultas aos nomes que possam representar o partido na disputa pelo Executivo. Essas sondagens ocorrerão em colaboração com a direção nacional do PT, buscando fortalecer a estratégia eleitoral do partido.
Prioridades eleitorais do partido
A cúpula do PT defende que a estratégia eleitoral deve ter como foco a reeleição de Lula, a candidatura de Marília Campos ao Senado e a ampliação das bancadas estadual e federal. O partido ressalta a necessidade de enfrentar a extrema direita no estado e fortalecer o campo democrático.
Diálogo com aliados
Apesar do movimento para uma candidatura própria, integrantes do PT destacam a importância de manter conversas com aliados políticos. Marília Campos, que rejeitou a candidatura ao governo, sugeriu ao presidente nacional do PT a construção de diálogos com Gabriel Azevedo, um pré-candidato do MDB.
Além disso, Edinho Silva, presidente nacional do PT, agendou uma reunião com Josué Gomes, ex-presidente da Fiesp, que é visto como uma potencial opção para as eleições. Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, também foi mencionado, mas sua candidatura perdeu força devido a desavenças durante a campanha de 2022.
