Atualmente, as cores rosa e azul são amplamente vinculadas aos gêneros feminino e masculino, respectivamente. No entanto, essa associação não é tão antiga quanto parece, com o rosa sendo considerado uma cor masculina até o início do século 20.
O Gênero das Cores
Durante a Era Vitoriana, crianças de ambos os sexos usavam roupas brancas, já que as peças coloridas eram caras e exclusivas das classes mais abastadas. Meninos e meninas vestiam vestidos até os cinco anos, quando as diferenças de vestuário começavam a aparecer.
No final do século 19 e início do século 20, começou uma mudança na relação entre cores e gêneros. O rosa passou a ser associado aos meninos, enquanto o azul era visto como a cor das meninas. Essa decisão estava ligada a fatores sociais e religiosos, onde o azul remetia à Virgem Maria e o rosa, derivado do vermelho, simbolizava força e virilidade.
A Revolução das Cores Após a Guerra
Após a Segunda Guerra Mundial, a percepção das cores mudou drasticamente. Entre as décadas de 1920 e 1950, com o aumento da industrialização nos Estados Unidos, o azul foi promovido como a cor ideal para homens, enquanto o rosa foi considerado mais delicado e, portanto, atribuído às mulheres.
Além disso, a popularização do ultrassom nos anos 1980 transformou o ato de preparar o enxoval dos bebês em uma competição entre os pais, uma vez que agora era possível saber o sexo do bebê antes do nascimento, reforçando ainda mais a divisão de cores por gênero.
A Mensagem por Trás das Cores
Apesar da antiga associação do rosa como masculino, essa divisão não é isenta de críticas, especialmente no que diz respeito às mensagens subjacentes. De acordo com a socióloga Bila Sorj, a mudança de cor não alterou a ideia de fragilidade associada às meninas e a força atribuída aos meninos.
Assim, embora as cores possam ter mudado de significado ao longo do tempo, os estereótipos de gênero relativos a elas ainda persistem, refletindo uma sociedade que continua a lutar contra normas de gênero rígidas.
