O Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas Gerais decidiu que, sem a candidatura do senador Rodrigo Pacheco, irá considerar lançar um nome próprio para o governo do estado. A decisão foi tomada em reunião realizada no último sábado (30), na sede do Sindicato dos Metalúrgicos em Contagem, onde dirigentes e militantes discutiram sobre o futuro eleitoral da legenda.

Nomes em consideração

A presidente estadual do PT, deputada Leninha, destacou que a ideia ainda está em fase inicial. Entre os possíveis candidatos, três nomes se destacam: Marília Campos, ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado; o deputado federal Reginaldo Lopes; e Sandra Goulart, ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais. Leninha afirmou que novas sugestões estão sendo consideradas à medida que o partido ouve a militância.

Flexibilidade nas alianças

Apesar da proposta de candidatura própria, Leninha também ressaltou que o PT não descarta a possibilidade de alianças com outros partidos. A deputada afirmou que a estratégia pode ser revista caso surjam composições favoráveis ao projeto nacional do partido. “Se for necessário recuar até a convenção, faremos isso”, afirmou.

Importância da definição

A dirigente enfatizou que a legenda não quer chegar ao período das convenções sem uma alternativa definida. “Estamos colocando uma candidatura própria em discussão, mas não queremos ser inflexíveis com outras opções”, destacou Leninha.

Decisão em aberto

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, presente na reunião, afirmou que todas as possibilidades estão em aberto após a saída de Pacheco da disputa. Segundo ele, o PT de Minas possui várias lideranças qualificadas para liderar uma chapa e a estratégia eleitoral será definida com forte participação da direção estadual.

Próximos passos

O deputado federal Rogério Correia, vice-líder do governo Lula na Câmara, informou que a definição sobre a candidatura deve ser formalizada nas próximas semanas. O PT planeja um diálogo rápido para que, em um prazo de 15 a 20 dias, possa ter um candidato forte para apoiar Lula em Minas Gerais. Além disso, o partido continua mantendo conversas com aliados históricos, como o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, e o ex-presidente da Câmara, Gabriel Azevedo.