O Partido dos Trabalhadores (PT) planeja definir sua estratégia para a candidatura ao governo de Minas Gerais nos próximos 20 dias. A decisão surge após a negativa do senador Rodrigo Pacheco (PSB), que era visto como o candidato preferido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para liderar a chapa. Com isso, a sigla abre espaço para discutir uma candidatura própria.

Consulta interna e prazos definidos

O deputado federal Rogério Correia (PT) comentou que o partido está realizando um diálogo rápido e já estabeleceu um prazo de 15 a 20 dias para ter uma candidatura robusta e um palanque forte para Lula. Durante um encontro do partido em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Correia destacou a importância de definir rapidamente a estratégia no segundo maior colégio eleitoral do Brasil.

Possíveis candidatos e pesquisa de opinião

Com a saída de Pacheco do cenário, o PT começa a analisar nomes próprios, ainda sem levantar uma lista definitiva. Correia mencionou que a sigla está conduzindo pesquisas de opinião para embasar suas decisões. Lideranças como a presidente estadual do PT, deputada Leninha, confirmaram que a construção de uma candidatura própria agora é uma prioridade, mas o partido ainda mantém diálogos com outras legendas.

Posição cautelosa e diálogo com aliados

Leninha também ressaltou que essa nova abordagem não implica um rompimento com potenciais aliados. A prioridade continua sendo a eleição de Lula, e o partido está aberto a reavaliar a candidatura própria até a convenção, dependendo das circunstâncias.

Novas lideranças em análise

Entre os nomes mencionados como possíveis candidatos estão a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, o deputado federal Reginaldo Lopes e a ex-reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida. A direção do PT está ouvindo sugestões e buscando canalizar o debate sobre a escolha do candidato, evitando trabalhar com um número excessivo de opções.

Conversa com outras legendas

Além das discussões internas, o PT também mantém conversas com aliados de outras legendas, como o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), e o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite (MDB). Marília Campos já se reuniu com Gabriel Azevedo, destacando a importância de uma aproximação com o MDB para fortalecer a candidatura no estado.