O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), manifestou apoio ao modelo de escolas cívico-militares em uma entrevista recente ao programa EM Minas, da TV Alterosa. Simões ressaltou que o governo estadual está movendo esforços para regulamentar essa abordagem educacional, especialmente após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) impedir consultas públicas com as comunidades escolares sobre a adoção desse sistema.

Modelo de Escolas Cívico-Militares

Durante a entrevista, Simões esclareceu que a presença militar nas escolas não se traduz em militarização do ensino, mas sim em uma atuação voltada para a disciplina em áreas com alta vulnerabilidade social. “Um militar estará na entrada controlando o acesso e outro no pátio, supervisionando o ambiente fora das salas de aula”, afirmou o governador.

O objetivo do programa é atender instituições que enfrentam problemas graves, como tráfico de drogas, ameaças a professores e conflitos entre alunos. Ele enfatizou que em algumas localidades, a situação é tão crítica que a presença de militares é necessária para organizar o ambiente escolar.

Críticas ao Projeto

Simões também se posicionou contra as críticas que recebeu durante a cerimônia da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto, onde um prefeito local contestou a militarização do ambiente escolar. O governador argumentou que a decisão sobre a educação dos filhos deve ser prerrogativa das famílias, e não do governo ou de autoridades locais.

“É um absurdo o governo dar palpite nisso. Quem decide o que uma família deseja para seus filhos são os pais, e isso deve ser respeitado”, observou Simões, em referência ao descontentamento com as opiniões de alguns gestores públicos sobre o modelo de escolas cívico-militares.

Impacto nas Comunidades

Simões destacou que a presença militar nas escolas é uma tentativa de restaurar a ordem em ambientes afetados por violência e criminalidade. Ele acredita que a ética e a disciplina militar podem trazer benefícios significativos para a convivência escolar, ajudando a mitigar os problemas enfrentados por essas comunidades.

O debate sobre as escolas cívico-militares segue gerando polêmica em Minas Gerais, com defensores e opositores apresentando argumentos sobre os impactos desse modelo na educação e na sociedade. O governo estadual continua a trabalhar na regulamentação e implementação dessa proposta, que promete ser um tema central nas discussões educacionais no estado.