O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), anunciou que, caso o impasse judicial sobre a construção do Rodoanel não seja resolvido até o meio do ano, irá propor a redestinação dos recursos destinados a essa obra para a ampliação do metrô de Belo Horizonte. A declaração foi feita durante sua participação no programa "EM Minas", da TV Alterosa, no último sábado.

Desafios na infraestrutura viária

Em sua análise sobre a infraestrutura viária do estado, Simões destacou que os desafios estão divididos em três frentes: rodovias estaduais, estradas federais e o trânsito da capital. Ele mencionou que o governo já conseguiu recuperar 6 mil quilômetros das rodovias em situação crítica, mas ainda restam 3 mil quilômetros que necessitam de atenção e investimentos.

Críticas às rodovias federais

O governador também fez críticas à condição das rodovias federais que atravessam Minas Gerais, como as BRs 040, 381, 251 e 116, ressaltando que o governo federal tem apresentado um desempenho insatisfatório em relação aos investimentos nessas vias. Simões expressou sua esperança de que as novas concessões contribuam para a realização das obras necessárias.

Problemas de mobilidade em Belo Horizonte

Em relação à mobilidade urbana, Simões identificou o Anel Rodoviário como um dos principais problemas de Belo Horizonte. Ele reafirmou a importância da construção do Rodoanel, avaliado em R$ 11 bilhões, como uma solução para aliviar o tráfego pesado na área urbana, mas lamentou que a obra esteja paralisada devido a questões jurídicas.

Redestinação de recursos

O governador deixou claro que, se a Justiça Federal não liberar a obra até junho, ele começará a trabalhar para redirecionar o dinheiro, que originalmente é destinado a reparações do desastre de Brumadinho, para a ampliação do metrô da capital. Simões também criticou a burocracia relacionada às consultas às comunidades quilombolas afetadas pelo projeto.

Imbróglio jurídico

O impasse mencionado por Simões refere-se às ações judiciais que impedem o início das obras do Rodoanel, principalmente a exigência de consultas prévias às comunidades quilombolas. A Federação Quilombola alega que mais de 130 povos precisam ser ouvidos, e o governador acredita que essa situação está sendo utilizada para dificultar a realização das consultas e, consequentemente, a execução das obras do Rodoanel.