Na última quarta-feira (10/6), os professores da rede municipal de Belo Horizonte decidiram encerrar a greve que durou 45 dias, iniciada em 27 de abril. A assembleia foi conduzida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede), que destacou o fim da mobilização como um momento de conquistas e diálogo com a comunidade escolar.
Regras para reposição de aulas
Durante a assembleia, os docentes debateram e votaram sobre o calendário escolar pós-greve, além de questões referentes ao direito de reposição dos dias parados. O Sind-Rede esclareceu que os parâmetros para a recomposição da carga horária foram estabelecidos, mas novas negociações poderão ser realizadas assim que as aulas forem retomadas.
Tensões durante a paralisação
A greve não foi apenas marcada pela luta por direitos, mas também por momentos tensos. Na quarta-feira passada (3/6), professores ocuparam o prédio da Secretaria Municipal de Planejamento, resultando em um incidente em que um docente teria sido ferido pela Guarda Municipal, um fato que a Prefeitura negou.
Expectativa da Prefeitura
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) confirmou o recebimento do aviso sobre o término da greve e espera que 100% das aulas estejam normalizadas a partir desta quinta-feira (11/6). A PBH também afirmou que a reposição das aulas será discutida em uma agenda específica com o sindicato nos próximos dias.
Reivindicações atendidas
Um dos pontos centrais das reivindicações da categoria era a regulamentação das parcerias com Organizações da Sociedade Civil (OSCs). O Sind-Rede informou que foi assegurado que as atividades docentes permanecerão exclusivamente sob a responsabilidade de professores concursados, excluindo termos que atribuíam funções docentes às OSCs.
Retorno às aulas
O Executivo municipal ressaltou que a maioria das escolas já havia retomado as atividades antes mesmo da assembleia que decidiu pelo fim da greve, demonstrando uma tentativa de normalizar a situação antes da decisão formal dos professores.
