A gasolina registrou uma queda de 1,46% em maio, reflexo da concorrência com o etanol e das políticas de subvenção implementadas pelo governo. Essa diminuição no preço do combustível foi o principal fator para a desaceleração da inflação, que ficou em 0,58%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Impacto na Inflação
O impacto da queda da gasolina foi de -0,08 ponto percentual no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês. Essa redução ocorre após dois meses consecutivos de altas nos preços, impulsionadas por conflitos no Oriente Médio, que afetaram a cadeia de suprimentos do petróleo global.
Comportamento do Etanol
Fernando Gonçalves, analista do IBGE, destacou que o etanol teve uma queda de 6,2% no mesmo período, tornando-se o segundo produto que mais contribuiu para a redução do IPCA. Essa diminuição se deve à maior disponibilidade do biocombustível, resultante de uma produção mais voltada ao etanol em detrimento do açúcar, levando a preços menores.
Política de Subvenção
Outro fator que favoreceu a queda nos preços da gasolina foi a política de subvenção do governo, que fornece um reembolso a produtores e importadores. Atualmente, o governo subsidia R$ 0,44 por litro, permitindo que essa economia chegue aos consumidores. Isso ajudou a mitigar o impacto de um recente aumento de R$ 0,48 anunciado pela Petrobras, onde apenas R$ 0,04 foram repassados ao consumidor.
Queda no Diesel
Essa política de subvenção também se estendeu ao óleo diesel, que viu um recuo de 2,34% em maio. Apesar de um aumento significativo no preço durante março e abril devido ao conflito no Oriente Médio, as subvenções ajudaram a estabilizar os preços para consumidores e transportadores.
Desafios Persistentes
Embora os preços dos combustíveis tenham caído, o custo do frete ainda pressiona os preços dos alimentos, que tiveram um aumento de 1,33% em maio. Gonçalves ressaltou que, apesar da deflação no setor de transportes, os custos ainda impactam o preço final dos alimentos no mercado.
