Os partidos Progressistas (PP) e União Brasil anunciaram um acordo para apoiar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala de trabalho 6x1, que consiste em seis dias de trabalho seguidos por um dia de descanso. A aliança entre os dois partidos representa um total de 101 deputados, conforme divulgado após uma reunião da bancada realizada na última terça-feira.

Preocupações sobre a nova escala

O deputado federal Luizinho, líder do PP na Câmara, expressou a preocupação de seus colegas em relação à implementação de uma nova escala de trabalho. Ele destacou que em alguns setores é fundamental a prestação de serviços durante os finais de semana e que a proposta de uma jornada de 4x3 não seria responsável, especialmente em um ano eleitoral.

Proposta da oposição

Luizinho se referiu a uma tentativa do Partido Liberal de apresentar uma emenda no plenário que sugere uma jornada de quatro dias de trabalho para três de descanso. Essa proposta é vista como uma estratégia da oposição, uma vez que muitos acreditam que o governo não apoiará essa mudança, rotulando-a como uma medida que vai contra os interesses da população.

Aprovação na comissão

A proposta, que foi elaborada pelo deputado Léo Prates do Republicanos, recebeu aprovação na comissão especial com 34 votos a favor e 4 contrários. Os deputados contrários à proposta pertencem à oposição e incluem Maurício Marcon, Osmar Terra, Júlia Zanatta e Gilson Marques, todos do Partido Liberal e do Novo.

Detalhes da nova jornada de trabalho

A PEC, se aprovada, reduzirá a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garantirá dois dias de folga, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Para implementar essa mudança, está prevista uma transição de 14 meses, com a adoção de duas horas a menos na carga horária iniciando 60 dias após a promulgação da lei e as outras duas horas um ano depois.

Próximos passos

Com a aprovação na comissão, o texto agora segue para votação no plenário, onde sua aprovação dependerá do apoio dos deputados. A expectativa é que o debate sobre a jornada de trabalho continue a ser um tema polêmico entre os partidos e seus representantes.