A Petrobras está empenhada em estabelecer uma transição energética que una a redução de emissões, a segurança no fornecimento de energia e a inclusão social. Essa visão foi compartilhada por Roberta Mendes, gerente nacional de Educação Energética e Sustentabilidade do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), durante um painel conduzido por Marcelo Gripa, CEO de Futuros Possíveis, no Web Summit Rio 2026.

Posição Privilegiada do Brasil

Roberta destacou que o Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas globalmente, o que coloca o país em uma posição vantajosa. Dentro desse cenário, a Petrobras pretende continuar sua atuação no setor de óleo e gás, ao mesmo tempo que investe em alternativas com menor intensidade de carbono, como biocombustíveis e novas fontes de energia.

Transição Energética Justa

A executiva enfatizou que a ideia de uma "transição energética justa" é garantir que todas as pessoas, especialmente aquelas em áreas remotas, tenham acesso à energia, ligando a agenda climática ao desenvolvimento social. Esse acesso é fundamental para promover a equidade no país.

Inovação como Prioridade

Entre as principais prioridades de inovação da Petrobras, Roberta mencionou a melhoria da eficiência operacional, a eletrificação dos equipamentos, a captura e o armazenamento de carbono (CCUS), além do hidrogênio de baixo carbono. A longo prazo, a companhia também mira no desenvolvimento de soluções ligadas a minerais críticos e reatores nucleares modulares.

Colaboração e Ecossistemas de Inovação

A transformação do setor energético requer um esforço colaborativo entre empresas, universidades, centros de pesquisa e startups. Roberta sublinhou a criação de ecossistemas de inovação como uma estratégia essencial para acelerar o desenvolvimento de tecnologias que ajudem na descarbonização de setores com dificuldades em reduzir suas emissões.

Avanços Regulatórios e Financiamento

A executiva também ressaltou a importância de um avanço regulatório e de instrumentos financeiros para suportar essa transição energética. Segundo Roberta, recursos disponibilizados por instituições como Finep e BNDES têm sido cruciais para fomentar parcerias e acelerar projetos de pesquisa e desenvolvimento.

Visão para 2035

Respondendo a uma pergunta de Gripa sobre as expectativas para 2035, Roberta afirmou que os indicadores de sucesso da transição energética não se limitam a metas tecnológicas e ambientais. "O que realmente busco alcançar é a redução da desigualdade no Brasil, o que envolve acesso à energia e fortalecimento da educação", concluiu. "Estamos falando de pessoas, mais do que apenas tecnologia."