A busca por alternativas sustentáveis na infraestrutura rodoviária avança em Minas Gerais com uma nova iniciativa da EPR Sul de Minas. A concessionária começou a aplicar uma tecnologia inovadora na BR-459, localizada em Pouso Alegre, que utiliza polímero reciclado de garrafas PET na pavimentação, promovendo uma solução que une sustentabilidade e eficiência.
Detalhes da Iniciativa
A aplicação está sendo realizada entre os quilômetros 110 e 112 da rodovia, empregando o EcoAsfalto, uma técnica que permite a utilização de cerca de 90 mil garrafas PET em apenas um quilômetro de pavimento. Esta inovação é um passo significativo para modernizar a infraestrutura de transportes em Minas Gerais, alinhando-se aos princípios de sustentabilidade.
Benefícios e Compromissos
De acordo com o diretor de Regulação da Artemig, Carlos Alvisi, essa iniciativa prova que é possível combinar tecnologia e sustentabilidade para melhorar a infraestrutura viária. “A utilização do PET reciclado representa uma destinação nobre para materiais que, de outra forma, seriam descartados. Além disso, contribui para a durabilidade do pavimento e reflete o compromisso do setor com práticas responsáveis”, afirmou Alvisi.
Funcionamento da Tecnologia
A EPR Sul de Minas explicou que a tecnologia envolve a incorporação de termoplástico reciclado no concreto asfáltico, substituindo parcialmente o Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP). Os benefícios incluem maior resistência ao tráfego pesado, redução de fissuras e deformações, além de uma vida útil prolongada do pavimento e menos intervenções corretivas.
Visão de Futuro
Marcelo Isoni, diretor executivo da EPR Sul de Minas, ressaltou que o projeto reflete uma estratégia de longo prazo. “Nosso objetivo é incluir inovação na gestão rodoviária de forma responsável. Para nós, sustentabilidade significa oferecer uma infraestrutura mais eficiente que prepare as rodovias para o futuro”, destacou Isoni.
Acompanhamento e Avaliação
A aplicação do EcoAsfalto será monitorada continuamente, permitindo a avaliação do desempenho do material em condições reais de operação. Esse acompanhamento é fundamental para futuras análises sobre a possibilidade de expandir o uso dessa tecnologia em outras rodovias.
