O Parque Estadual do Rio Doce (PERD), sob a administração do Instituto Estadual de Florestas (IEF), está implementando o Programa Monitora, que se destaca como o maior programa padronizado de monitoramento da biodiversidade na América Latina. Essa ação visa aprimorar as estratégias de conservação da fauna e flora da região e aumentar o conhecimento científico sobre a maior área contínua de Mata Atlântica em Minas Gerais.

Objetivos do Programa

Coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Programa Monitora tem como meta a geração de informações detalhadas sobre a biodiversidade brasileira, apoiando ações de manejo e proteção dos ecossistemas. O PERD se torna, assim, um modelo para outras unidades de conservação no estado e no país.

Preparativos e Implementação

As etapas preparatórias para a implementação do programa começaram em 2023, com uma colaboração entre o PERD, o Instituto Ekos Brasil e o ICMBio. Durante esse período, foram realizados planejamentos, capacitações técnicas e a instalação de três estações amostrais em diferentes regiões do parque, além de campanhas de coleta de dados em campo.

Resultados Iniciais

Os primeiros resultados das atividades monitoradas em 2025 revelaram a grande importância ecológica da unidade. Foram identificados 543 indivíduos entre mamíferos e aves, incluindo espécies ameaçadas como o bugio e o macuco. O monitoramento das borboletas frugívoras também foi significativo, contabilizando mais de 1.090 indivíduos, reforçando o valor do parque na preservação da Mata Atlântica.

Aprimoramento das Ações de Monitoramento

A equipe técnica do parque está atualmente dedicada à organização e validação dos dados coletados. Além disso, armadilhas fotográficas estão sendo instaladas para aprimorar o monitoramento das populações de mamíferos e aves, seguindo o Protocolo Trilha do ICMBio, o que deve ampliar o conhecimento sobre a fauna local.

Impacto e Importância do Programa

O Programa Monitora não só possibilita a avaliação da saúde dos ecossistemas, mas também analisa os impactos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade. Os dados gerados serão integrados ao sistema de gestão do parque, contribuindo para decisões técnicas e transparência nas ações de conservação. Para Lariane Junker, analista ambiental do IEF, o programa tem elevado a motivação e o engajamento da equipe, tornando-os parte ativa na produção de conhecimento científico.