O Governo de Minas Gerais anunciou, através do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), o lançamento do projeto 'Rio Doce Mais Vida'. Esta é a maior iniciativa de restauração ecológica do Estado, que contempla 200 municípios na bacia do Rio Doce e prevê investimentos de cerca de R$ 1 bilhão.
Objetivos do projeto
O projeto, coordenado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), tem como meta promover a recuperação ambiental da bacia, fortalecer os serviços ecossistêmicos e apoiar a regularização ambiental de propriedades rurais, especialmente aquelas com até quatro módulos fiscais.
Ações e intervenções planejadas
Dentre as ações programadas, destacam-se a recuperação de passivos ambientais em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais (RL). Além disso, serão adotadas práticas de conservação do solo e da água, com a implementação de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) para incentivar os proprietários rurais.
Reflorestamento e conservação
O projeto prevê o plantio de mudas nativas, a regeneração natural assistida e a aplicação de técnicas de restauração em áreas degradadas. Também estão incluídas ações como a construção de barraginhas e curvas de nível para controle da erosão e aumento da infiltração de água no solo.
Capacitação e atendimento
Para apoiar a regularização ambiental, serão disponibilizados balcões itinerantes de atendimento técnico em municípios prioritários, onde os produtores receberão orientações sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR). A capacitação dos profissionais será ampliada com a criação de viveiros-escola florestais em Governador Valadares e Ubá.
Divisão em polos de atuação
O 'Rio Doce Mais Vida' será dividido em dois polos: Aimorés, que atenderá 123 municípios, e Mariana, responsável por 77 municípios. Os editais para seleção das organizações responsáveis serão lançados em 2026, com início das atividades previsto para 2027.
Meta de restauração
A meta estabelecida pelo projeto é restaurar 12 mil hectares nos próximos 20 anos, sendo 9 mil hectares para recuperação de passivos ambientais e 3 mil hectares para áreas degradadas em Unidades de Conservação estaduais. Esta ação é parte do Novo Acordo de Reparação do Rio Doce, firmado após o rompimento da Barragem de Fundão em 2015.
