O Governo de Minas Gerais anunciou, em junho, o lançamento do projeto 'Rio Doce Mais Vida', que integra um conjunto de ações ambientais no âmbito do Novo Acordo de Reparação do Rio Doce, assinado em outubro de 2024. Com um investimento estimado em R$ 1 bilhão, a iniciativa visa a recuperação ambiental da bacia hidrográfica abrangendo 200 municípios.

Objetivos do projeto

A principal meta do 'Rio Doce Mais Vida' é promover a restauração ecológica e fortalecer os serviços ecossistêmicos, além de apoiar a regularização ambiental de propriedades rurais. O projeto será coordenado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) e é considerado a maior iniciativa de restauração já implementada no estado.

Ações previstas

Entre as ações a serem realizadas estão a recuperação de passivos ambientais em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais (RL), além da adoção de práticas conservacionistas. O projeto também incluirá o plantio de mudas nativas, técnicas de restauração ecológica em áreas degradadas e o uso de mecanismos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) para recompensar proprietários que preservarem a vegetação nativa.

Regularização ambiental

Para facilitar a regularização ambiental, serão criados balcões itinerantes de atendimento técnico em municípios prioritários. Os produtores rurais receberão orientações sobre adequação ambiental e incentivo à adesão ao Programa PRA Produzir Sustentável. Além disso, dois viveiros-escola florestais serão implantados, um em Governador Valadares e outro em Ubá, focando na produção de mudas e formação técnica.

Divisão em polos de atuação

O projeto será dividido em dois polos: Aimorés, que atenderá 123 municípios, e Mariana, com 77 municípios. O edital para selecionar a organização que atuará no Polo Aimorés será publicado em junho de 2026, com início das atividades programado para novembro. O Polo Mariana terá seu edital lançado em outubro de 2026 e execução a partir de abril de 2027.

Metas de restauração

O acordo estabelece a meta de restaurar 12 mil hectares em 20 anos. Desses, 9 mil hectares serão destinados à recuperação de passivos ambientais em imóveis rurais privados, e 3 mil hectares para áreas degradadas em Unidades de Conservação estaduais. Essa iniciativa busca transformar os recursos de reparação em resultados concretos para a recuperação dos ecossistemas e a conservação dos recursos hídricos na bacia do Rio Doce.