A Emater-MG tem se dedicado a incentivar o cultivo da pimenta-do-reino nas regiões quentes de Minas Gerais, especialmente nos Vales do Mucuri e Jequitinhonha. Essa iniciativa visa oferecer uma alternativa de renda aos agricultores familiares, que têm encontrado na cultura uma nova forma de sustento. Municípios como Ataléia, Novo Oriente de Minas, Teófilo Otoni e Águas Formosas já se destacam na produção.
Oportunidades de cultivo
De acordo com o coordenador regional de Culturas da Emater-MG, Sandro Rodrigues da Silva, embora o Espírito Santo seja o principal produtor e exportador de pimenta-do-reino do Brasil, Minas Gerais tem visto um aumento no cultivo em pequenas áreas, complementando a renda de agricultores. Ele destaca que a pimenta se adapta muito bem ao clima quente da região e que os produtores têm ficado satisfeitos com os resultados obtidos.
Zoneamento Agrícola de Risco Climático
A Emater-MG está implementando o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), uma ferramenta que ajuda a reduzir perdas devido a fenômenos climáticos. Este sistema é desenvolvido pela Embrapa, com a colaboração da Emater-MG, que fornece dados para a Secretaria de Estado de Agricultura de Minas (Seapa) e para o Ministério da Agricultura.
Eventos de capacitação
Recentemente, a Unidade Regional de Emater-MG em Teófilo Otoni organizou um simpósio e um Dia de Campo focados na pimenta-do-reino. O evento visou compartilhar conhecimentos técnicos sobre plantio, manejo e comercialização. Especialistas da Emater-MG, juntamente com profissionais da Emater-Pará e da empresa Tropoc, realizaram palestras e atividades práticas.
Perspectivas de mercado
Durante as discussões, foram abordadas as dinâmicas do mercado de pimenta-do-reino, que apresenta ciclos de preços variáveis. Atualmente, o quilo da especiaria é vendido por R$26, mas já pode ter sido comercializado a R$7 em épocas de baixa e a R$40 em períodos de alta. Essa volatilidade apresenta tanto desafios quanto oportunidades para os produtores.
Histórias de sucesso e futuro promissor
A agricultora Dionísia Jardim, de Ataléia, começou a cultivar pimenta-do-reino há três anos e já possui sete mil pés em produção. Ela expressa otimismo em relação ao futuro, prevendo a expansão de sua área cultivada. Dionísia também menciona a facilidade de comercialização da especiaria e a possibilidade de Teófilo Otoni se tornar um polo produtor, com uma empresa nacional planejando instalar um galpão na região. Além disso, os produtores estão considerando organizar uma cooperativa para facilitar a exportação da produção local.
