O Governo de Minas Gerais, através do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), lançou recentemente o projeto 'Rio Doce Mais Vida'. Esta iniciativa representa a maior ação de restauração ecológica do estado, com investimentos que chegam a R$ 1 bilhão e abrangerá 200 municípios da bacia do Rio Doce.
Objetivos do Projeto
Entre as principais metas do programa está a recuperação ambiental da bacia, o fortalecimento dos serviços ecossistêmicos e o incentivo à regularização ambiental de propriedades rurais. O projeto é coordenado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) e se destaca pela abrangência de suas ações.
Ações Previstas
As iniciativas incluem a recuperação de passivos ambientais em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais (RL), além da implementação de práticas que promovam a conservação do solo e da água. O projeto também adotará o mecanismo de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que recompensa proprietários rurais que contribuem para a preservação da vegetação nativa.
Intervenções Ambientais
Estão previstas diversas intervenções, como o plantio de mudas nativas, técnicas de restauração ecológica em áreas degradadas, além da construção de barraginhas e terraceamentos para controle da erosão. O objetivo é aumentar a infiltração de água no solo e melhorar a qualidade ambiental das propriedades.
Capacitação e Suporte aos Produtores
Como parte do projeto, serão criados dois viveiros-escola florestais em Governador Valadares e Ubá, que visam a produção de mudas nativas e a formação de profissionais da área. Além disso, balcões itinerantes oferecerão atendimento técnico em municípios prioritários, orientando os produtores sobre a regularização ambiental.
Divisão de Polos e Metas Futuras
O projeto 'Rio Doce Mais Vida' é dividido em dois polos, sendo Aimorés, que atenderá 123 municípios, e Mariana, com 77 municípios. O edital para o Polo Aimorés será publicado em junho de 2026, com início das atividades previsto para novembro, enquanto o Polo Mariana terá seu edital em outubro de 2026.
Impacto a Longo Prazo
Com a meta de restaurar 12 mil hectares em 20 anos, o projeto busca transformar os recursos da reparação em ações efetivas para a recuperação dos ecossistemas e a conservação dos recursos hídricos, promovendo a sustentabilidade das atividades rurais na região afetada pelo rompimento da Barragem de Fundão em 2015.
