O papa Leão XIV lançou na manhã desta segunda-feira (25) sua primeira encíclica, intitulada 'Magnifica Humanitas', que discute como preservar a dignidade da pessoa humana na era da inteligência artificial. Este documento é considerado um marco do seu pontificado, reforçando sua posição sobre o impacto da tecnologia na sociedade e na vida dos indivíduos.
Defesa da Dignidade Humana
Leão XIV enfatiza que a inteligência artificial deve ser um instrumento a serviço da humanidade, e não o contrário. Ele ressalta que o ser humano, criado à imagem de Deus, possui uma dignidade intrínseca, que não pode ser substituída pela tecnologia. O papa afirma: 'A humanidade deve sempre estar no centro de qualquer processo tecnológico'.
Uma Escolha Decisiva
No início da encíclica, o papa apresenta uma escolha crucial para a sociedade contemporânea: construir uma nova Torre de Babel ou edificar uma cidade onde Deus e a humanidade coexistam. Essa metáfora reflete a necessidade de construir conexões, em vez de muros, um tema recorrente em seu antecessor, o papa Francisco.
Relação com a Doutrina Social da Igreja
'Magnifica Humanitas' dialoga com a encíclica 'Rerum Novarum', de Leão XIII, que abordou a questão social pela primeira vez há 135 anos. O atual pontífice afirma que a tecnologia não é intrinsecamente má, mas que deve sempre ser utilizada para o bem comum, respeitando a dignidade humana.
Questões Sociais e Direitos Humanos
Leão XIV também se posiciona sobre temas como igualdade de gênero, direitos das minorias e a situação de imigrantes e refugiados. Ele pede que a sociedade trate os estrangeiros com justiça e fraternidade, e critica a forma como os conflitos são geridos na era digital, alertando para o caráter impessoal que a tecnologia pode trazer aos conflitos humanos.
Ética e Supervisão na Tecnologia
O papa destaca a importância de regulamentar a tecnologia para que não prevaleçam apenas interesses econômicos, mas sim a dignidade de cada pessoa. Ele enfatiza que a inteligência artificial deve estar sob vigilância e que um código de ética deve guiar seu desenvolvimento, promovendo um acesso mais equitativo às oportunidades e protegendo os vulneráveis.
