Durante a oração do Angelus, realizada neste domingo (14/6) na Praça São Pedro, o Papa Leão XIV fez uma homenagem ao padre italiano Nazareno Lanciotti, beatificado no dia anterior em Jauru, no Mato Grosso. O pontífice enfatizou que Lanciotti foi um mártir por sua dedicação em defender os mais pobres em nome do Evangelho.
Reconhecimento da Igreja
O Papa afirmou: “Ele também foi mártir porque, em nome do Evangelho, defendia os mais pobres. Que o exemplo e a intercessão desses corajosos testemunhos sustentem a missão dos presbíteros e de toda a Igreja.” A cerimônia de beatificação contou com a presença de mais de 17 mil fiéis, destacando o impacto que Lanciotti teve em sua comunidade.
A trajetória de Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, Lanciotti chegou ao Brasil em 1972 e fundou a Paróquia Nossa Senhora do Pilar em Jauru. Seu trabalho se destacou não apenas no âmbito religioso, mas também em ações sociais, onde denunciou a exploração sexual de menores, prostituição e tráfico de drogas.
Assassinato e legados
O sacerdote foi assassinado em sua residência em 2001, um ato que chocou a comunidade local e gerou repercussões em todo o país. A cerimônia de beatificação foi presidida pelo cardeal João Braz de Aviz, que leu a carta apostólica do Papa Leão XIV, oficializando a beatificação do padre.
Impacto da beatificação
O evento foi amplamente divulgado nas redes sociais e canais oficiais do Vaticano, ganhando visibilidade em todo o mundo. A repercussão positiva demonstra o reconhecimento da luta de Lanciotti pelos direitos humanos e sua dedicação ao próximo.
Mensagem do Papa
O Papa Leão XIV concluiu sua mensagem convidando todos a seguirem o exemplo de vida e fé de Nazareno Lanciotti, reafirmando a importância de se lutar pela justiça social e pela dignidade dos mais desfavorecidos.
