A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) iniciou a retirada da ciclovia da Avenida Afonso Pena, localizada no Hipercentro da cidade, a partir do último domingo (14). A medida foi anunciada pelo prefeito Álvaro Damião (União Brasil) e gera controvérsias entre os cidadãos.
Justificativas da PBH
Em nota, a administração municipal informou que desde o início das discussões sobre a ciclovia, análises técnicas têm sido realizadas. A prefeitura afirmou que os estudos iniciais não consideraram adequadamente os impactos da instalação da ciclovia na capacidade do sistema viário local.
A Avenida Afonso Pena é considerada vital para o transporte público, com mais de 40 linhas de ônibus e um volume diário de 150 mil passageiros. A ciclovia, segundo a PBH, ocupava 12% da largura total da via, o que reduziu a capacidade de tráfego em uma área já saturada, especialmente durante os horários de pico.
Riscos à Saúde e Mobilidade
Outro ponto levantado pela prefeitura é a proximidade da avenida com instituições de saúde, como o Hospital João XXIII. A redução da capacidade viária, conforme a administração, pode comprometer a agilidade de ambulâncias e serviços de emergência. A PBH também mencionou a legalidade da decisão, amparada pela autotutela administrativa.
Debate nas Redes Sociais
A remoção da ciclovia gerou um intenso debate nas redes sociais, com opiniões divergentes. Alguns usuários expressaram apoio à retirada, argumentando que a ciclovia não era uma rota comum para ciclistas e que a prioridade deve ser dada à fluidez do tráfego. Outros criticaram a decisão, destacando que a ciclovia proporcionava mais segurança aos ciclistas, que agora se verão expostos ao intenso tráfego da avenida.
Impacto na Economia Local
Comerciantes da região também se manifestaram. Um jornaleiro local mencionou que a presença de ciclistas ajudava a movimentar o comércio da área. Por outro lado, moradores apontaram que a ciclovia, embora importante para a mobilidade urbana, não era amplamente utilizada.
Histórico da Obra
A ciclovia foi implementada após um investimento de R$ 24,8 milhões, visando a revitalização da Afonso Pena e a implantação de 4,2 quilômetros de ciclovias. A obra enfrentou resistência do Ministério Público, que exigiu a paralisação por falta de licenciamento adequado e apresentou preocupações sobre segurança e congestionamentos. Apesar disso, o juiz responsável permitiu a continuidade da obra em setembro de 2025, considerando os laudos técnicos apresentados pela prefeitura.
