Na última quarta-feira (17), o Pantanal foi tema de um painel na Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Bonn, Alemanha. A apresentação, promovida pelo Instituto SOS Pantanal em colaboração com o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Uma Gota no Oceano e o Hub Global de Manejo do Fogo, teve como objetivo compartilhar experiências sobre o manejo integrado do fogo na região.
Integração entre atores locais e governamentais
De acordo com Gustavo Figueirôa, diretor de comunicação do SOS Pantanal, o painel destacou como a colaboração entre a população local, o governo e organizações não governamentais pode resultar em políticas públicas eficazes. "Mostramos como a integração de quem está no território com o poder público pode gerar resultados positivos e escaláveis", afirmou.
Compromissos e ações práticas
O debate, que teve como tema "Da ação à implementação: ampliando soluções de manejo do fogo para reduzir emissões de incêndios", deu sequência aos compromissos estabelecidos durante a Cúpula do Clima de Belém em 2025, que antecedeu a COP30. Na ocasião, o Brasil lançou um Chamado à Ação pelo Manejo Integrado do Fogo, propondo uma mudança de foco de ações emergenciais para estratégias de prevenção e uso planejado do fogo.
Apoio internacional em expansão
O documento que foi lançado com a adesão de 50 países agora conta com o apoio de 67 países e quatro organizações internacionais. Em Bonn, o foco da discussão foi a transformação desses compromissos em ações concretas antes da COP31, que ocorrerá em novembro na Turquia.
Importância do manejo do fogo
Ane Alencar, diretora de ciência do IPAM, ressaltou que o combate aos incêndios florestais é crucial para o cumprimento das metas climáticas globais. "O fogo é uma fonte significativa de emissões e ameaça soluções fundamentais para o armazenamento de carbono. A boa notícia é que já existem soluções: o Manejo Integrado do Fogo pode reduzir emissões e proteger comunidades e ecossistemas", declarou.
Experiências e cooperação internacional
A primeira parte do evento apresentou dados sobre o avanço dos incêndios e suas emissões globalmente, além de iniciativas de manejo do fogo realizadas por organizações da sociedade civil e comunidades locais. Na segunda parte, o debate abordou a cooperação entre países e as oportunidades de financiamento e governança para ampliar essas ações nos próximos anos.
