Nesta quinta-feira (28), o Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo, em parceria com a Receita Federal, deu início a uma nova fase da Operação Fluxo Oculto. A operação, que é um desdobramento da Carbono Oculto, visa investigar a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.

Mandados em cinco estados

A operação mobiliza mais de 530 agentes públicos e abrange cinco estados: São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Ao todo, estão sendo cumpridos 55 mandados de busca e apreensão, sendo que 59 ordens foram emitidas para as diferentes localidades.

Foco nas cidades paulistas

No interior de São Paulo, as ações estão concentradas em Sorocaba, Votorantim, Itupeva e São José do Rio Preto. Em Sorocaba, três mandados foram cumpridos contra pessoas físicas; em Votorantim e Itupeva, um mandado foi direcionado a pessoas jurídicas em cada cidade; enquanto em São José do Rio Preto, foram 10 mandados, sendo seis para empresas e quatro para indivíduos.

Investigação de crimes financeiros

A Operação Fluxo Oculto se concentra na descoberta de um esquema que, mesmo após a primeira fase da investigação, continuou a operar. Os crimes investigados incluem lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e sonegação fiscal, com o uso de 'bancos paralelos' administrados por fintechs para movimentar valores na ordem de R$ 26 bilhões em quatro anos.

Participação de múltiplos órgãos

Além de Gaeco e Receita Federal, a operação conta com a colaboração de diversos órgãos governamentais. Mais de 130 auditores da Receita e dezenas de outros servidores estão envolvidos na ação, que visa não apenas apreender os valores movimentados, mas também desarticular a rede de fraudes que opera no setor.

Objetivos da operação

O principal objetivo da Operação Fluxo Oculto é combater a corrupção e as fraudes no setor de combustíveis, que afetam a economia e a sociedade. As investigações estão em andamento, e as autoridades estão determinadas a levar os responsáveis à justiça, assegurando a integridade do mercado.