Uma ação integrada das forças de segurança de Minas Gerais resultou na prisão de dez pessoas em Montes Claros, no Norte do estado, durante operação de combate ao tráfico de drogas deflagrada na última quarta-feira (24/6). A ofensiva é mais uma etapa da operação Cerco Fechado, voltada ao enfrentamento do crime organizado na região.
Segundo as autoridades, foram cumpridos 59 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão. Além dessas detenções, outras cinco pessoas acabaram presas em flagrante por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, totalizando dez investigados retirados de circulação.
Onde a operação foi cumprida
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), as medidas judiciais foram executadas em imóveis nos bairros Santa Cecília, Vila Itatiaia e Conferência Cristo Rei, em Montes Claros. A ação também alcançou unidades prisionais da região e o município de Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
Entre os presos está um homem apontado como integrante de uma organização criminosa com atuação em âmbito nacional. Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam porções de maconha, cocaína e crack, uma arma de fogo, celulares, um veículo e outros materiais que serão periciados ao longo das investigações.
Como a ação foi coordenada
A operação foi conduzida pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e reuniu as polícias Civil, Militar, Penal e Federal. Segundo o chefe adjunto da PCMG, delegado-geral Aloísio Daniel Fagundes, cerca de 150 policiais civis de Montes Claros e de Belo Horizonte participaram da mobilização.
O delegado destacou o papel da atuação conjunta no resultado. "Essa integração, aliada ao trabalho de inteligência desenvolvido em conjunto com as demais forças de segurança, permitiu identificar lideranças dos grupos investigados e ampliar a capacidade de resposta do Estado ao crime organizado", afirmou.
O que motivou as investigações
A ofensiva é fruto de levantamentos, monitoramentos e análises de inteligência reunidos ao longo dos últimos meses. O trabalho teve início a partir de dois homicídios registrados nos bairros Santos Reis e Jardim Primavera, em Montes Claros, que abriram caminho para uma investigação mais ampla.
Ao avançar nas apurações, os investigadores identificaram integrantes dos grupos criminosos, suas áreas de atuação, as conexões entre os suspeitos e a estrutura usada para a prática dos crimes. Esse conjunto de elementos embasou as medidas cautelares posteriormente deferidas pela Justiça.
