A Oncoclínicas, uma rede de clínicas voltadas ao tratamento do câncer, anunciou a realização de assembleias gerais de debenturistas no dia 6 de julho. O objetivo principal é discutir a possibilidade de uma recuperação extrajudicial, conforme comunicado divulgado pela empresa nesta segunda-feira.
Reestruturação da Dívida
Durante as assembleias, será debatido o processo de reestruturação da dívida da companhia e as estratégias para sua implementação. O documento menciona que essa reestruturação pode envolver a aprovação e adesão a um plano de recuperação extrajudicial, que permitirá à Oncoclínicas negociar diretamente com seus credores.
Contexto Financeiro Delicado
A Oncoclínicas enfrenta um cenário financeiro complicado, conforme evidenciado pelos últimos balanços. A empresa já sinalizou uma incerteza significativa sobre sua continuidade operacional, refletindo problemas de liquidez e um endividamento elevado.
Fatores que Afetam a Liquidez
Entre os fatores que impactaram a situação financeira da Oncoclínicas estão as perdas associadas a recursos investidos no Banco Master, onde a empresa possui R$ 430,9 milhões em CDBs. Além disso, a inadimplência da Unimed-Ferj também contribuiu para o agravamento da situação.
Resultados Financeiros Preocupantes
No primeiro trimestre de 2023, a dívida líquida da empresa alcançou R$ 3,3 bilhões, e o prejuízo aumentou drasticamente, ultrapassando R$ 438,7 milhões, mais do que o triplo do valor registrado no ano anterior. A receita da companhia caiu mais de 22%, acentuando os desafios financeiros.
Medidas Emergenciais
Recentemente, a Oncoclínicas obteve uma suspensão de cobranças de bancos por 60 dias, através de um pedido de tutela cautelar ao TJ-SP. Este pedido foi feito em abril, logo após o balanço de 2025 indicar um endividamento superior ao limite acordado com os credores.
