Um novo exame de imagem cerebral tem a capacidade de identificar a presença da proteína tau, associada ao Alzheimer, antes do surgimento dos sintomas. A pesquisa, realizada por cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, foi publicada na revista The Lancet e destaca a importância da detecção precoce da doença.

Importância da Detecção Precoce

Os pesquisadores enfatizam que a identificação precoce dos emaranhados de proteína tau no cérebro é crucial para reconhecer indivíduos que podem se beneficiar de tratamentos específicos ainda nos estágios iniciais da patologia. Atualmente, existem medicamentos disponíveis voltados para essa fase inicial.

Metodologia do Estudo

Para avaliar a eficácia dos marcadores de tau, a equipe conduziu um estudo com 775 participantes. Os voluntários foram submetidos a dois tipos de tomografia por emissão de pósitrons (PET). Em uma das tomografias, foi utilizado o traçador padrão Flortaucipir, enquanto na outra foi aplicado o MK6240, um composto mais recente.

Resultados Obtidos

Os resultados mostraram que, entre os participantes cognitivamente íntegros e com beta-amiloide positivo, o MK6240 conseguiu identificar mais do que o dobro de casos positivos para tau em comparação ao Flortaucipir, com 15% contra 6%. Isso representa 23 diagnósticos adicionais a cada 100 pessoas examinadas.

Eficácia em Diagnósticos de Comprometimento Cognitivo

Nos voluntários com comprometimento cognitivo, o MK6240 também demonstrou eficácia, realizando 15 diagnósticos a mais de alteração cognitiva leve e 21 adicionais de demência, também por 100 examinados. Esses dados reforçam a relevância do novo exame na detecção inicial da doença.

Implications for Medical Practice

A coautora principal do estudo, Bruna Bellaver, ressalta a importância do PET com proteína tau como uma ferramenta valiosa para os médicos. "Esse exame pode auxiliar na avaliação da biologia da doença e na tomada de decisões mais informadas sobre o tratamento", afirmou.