A Sindona Incorporadora, voltada para o programa Minha Casa, Minha Vida, está passando por uma reestruturação significativa. A empresa, sob a liderança de Bruno Sindona, tem se posicionado como uma facilitadora de projetos, colaborando com construtoras que enfrentam dificuldades técnicas e burocráticas para avançar em suas obras.

Histórico da Sindona

Bruno Sindona, que fundou a empresa há quase 20 anos, compartilha que sua trajetória começou com a necessidade de assumir uma obra interrompida em um terreno que pertencia à sua avó, em Osasco (SP). Desde então, a Sindona se expandiu e, recentemente, ele assumiu a presidência do Instituto Cidades, que atua em Brasília mediando interesses do mercado e promovendo o desenvolvimento sustentável.

Desafios do Minha Casa, Minha Vida

Ao discutir a expansão do programa Minha Casa, Minha Vida, que agora inclui pessoas com renda de até R$ 13 mil, Sindona ressalta que, embora tenha perdido um pouco da proposta inicial de atender as classes mais baixas, era uma mudança necessária diante da falta de crédito para a classe média. Ele acredita que a utilização do Fundo de Garantia será crucial nesse cenário.

Transformação da empresa

Atualmente, a Sindona se encontra em um momento decisivo, transformando-se de uma incorporadora tradicional em uma plataforma de desenvolvimento de projetos. Essa mudança inclui a separação de sua incorporadora original, a Sin, para facilitar a adoção de novos tipos de projetos, como data centers e edifícios de uso misto em Osasco.

Adaptação às novas realidades do mercado

Bruno destaca que o perfil dos trabalhadores da construção civil mudou, com muitos se tornando microempreendedores. Essa nova dinâmica exigiu uma adaptação da empresa, que agora opera de maneira mais leve e colaborativa, terceirizando obras e trabalhando com uma estrutura enxuta.

Uso de tecnologia e inteligência artificial

A implementação de inteligência artificial tem sido uma grande aliada na redução de retrabalhos e na otimização de processos. A Sindona também adotou modelos de trabalho inovadores, como o regime 4x3 para suas equipes de obra, permitindo maior flexibilidade e eficiência. Contudo, Sindona ressalta que para que a tecnologia realmente faça a diferença, é fundamental melhorar as condições de trabalho no setor.

Visão para o futuro

Bruno Sindona expressa sua crença no futuro e na necessidade de coragem para pensar grande no Brasil. Ele critica a falta de autoestima em diversas áreas além do agronegócio e propõe que o país deve resgatar a criatividade e a ambição para desenvolver projetos ousados e inovadores. A Sindona está se preparando para novas oportunidades assim que o cenário econômico melhorar, particularmente com a expectativa de redução nas taxas de juros.