Cientistas brasileiros deram um importante passo na luta contra a malária ao desenvolver uma nova classe de moléculas. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) criaram peptidiomiméticos capazes de atuar contra cepas resistentes do parasita Plasmodium falciparum, que causa as formas mais graves da doença.
Desafios da Malária
A pesquisa, publicada em março de 2026 na revista ACS Omega, destaca a crescente resistência do parasita aos tratamentos tradicionais. Este fenômeno tem se tornado um grande desafio para a medicina tropical, preocupando autoridades de saúde em todo o mundo.
Liderança e Colaboração
O estudo foi liderado pela professora Arlene Gonçalves Corrêa, da UFSCar, e pelo pesquisador Rafael Victorio Carvalho Guido, da USP. O trabalho envolveu cientistas dos Centros de Excelência para Pesquisa em Química Sustentável e de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos, ambos apoiados pela Fapesp.
Funcionamento das Novas Moléculas
Os peptidiomiméticos demonstraram a capacidade de atacar o parasita sem causar danos às células humanas. Em testes laboratoriais, mostraram eficácia até mesmo contra formas da malária que não respondem mais a medicamentos como a cloroquina.
Combinação com Artemisinina
Essas novas moléculas podem ser utilizadas em conjunto com a artemisinina, o tratamento padrão atual. Enquanto a artemisinina atua rapidamente, os compostos desenvolvidos pelos pesquisadores possuem um efeito mais prolongado, ajudando na eliminação dos parasitas resistentes.
Impacto Global da Malária
A malária continua a ser um grave problema de saúde global, afetando milhões anualmente. Em 2023, foram registrados 263 milhões de casos e cerca de 600 mil mortes, segundo o World Malaria Report 2024, da OMS. Os avanços apresentados nesta pesquisa abrem portas para o desenvolvimento de medicamentos mais eficazes e seguros no futuro.
