No último domingo (28/6), moradores de Santo Antônio do Amparo, em Minas Gerais, organizaram um protesto contra a cobrança de pedágio no Km 658 da BR-381. A manifestação foi motivada pelo fechamento de um retorno que facilitava o acesso da comunidade do Cascalho à cidade, obrigando os residentes a pagarem duas vezes pelo trajeto.
Impacto do fechamento do retorno
Luciano Andrade, representante dos manifestantes, afirmou que o retorno anteriormente existente permitia que os moradores se deslocassem até Santo Antônio do Amparo sem custos adicionais. Agora, com a alteração, o valor diário para deslocar-se à cidade e voltar para casa é de R$7,40, considerando o pedágio de R$3,70.
O fechamento do retorno ocorreu em 2025 e foi alvo de protestos anteriores, como o realizado no domingo anterior, onde os manifestantes exibiram faixas com mensagens de reivindicação, destacando seu direito de ir e vir.
Protesto e apoio da Polícia Rodoviária
Os protestos ocorreram às margens da rodovia, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal. Os moradores usaram vuvuzelas e seguraram faixas para chamar a atenção para sua causa, questionando a decisão da concessionária Motiva Minas-SP, que assumiu o trecho em abril deste ano.
Andrade criticou a localização do retorno, que foi construído longe das comunidades, e pede que a nova concessionária reconsidere a reabertura do retorno ou encontre alternativas para minimizar os custos aos moradores. Ele espera que a empresa realize um cadastro dos residentes, permitindo que sejam isentos da cobrança ao passarem pelo pedágio.
Resposta da concessionária Motiva
Em resposta à situação, a Motiva informou que o fechamento do retorno foi uma decisão da concessionária anterior, Arteris, tomada em 2021 por motivos de segurança, devido ao alto número de acidentes na área. A empresa ainda não forneceu dados sobre os sinistros, mas se comprometeu a analisar a situação.
Reunião com moradores
A Motiva também mencionou que, em uma reunião realizada no dia 18 de junho com os moradores, foi discutida a reabertura do retorno. Contudo, foi ressaltado que qualquer reabertura dependeria de um projeto técnico que deve ser elaborado por interessados.
O espaço continua aberto para esclarecimentos e a comunidade aguarda uma solução que minimize o impacto da cobrança de pedágio em seus deslocamentos diários.
