As contas do governo federal registraram um déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29). Esse déficit ocorre quando as receitas arrecadadas não são suficientes para cobrir as despesas do governo.
Comparativo anual
Embora o resultado de maio tenha sido negativo, houve uma pequena melhora em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando o déficit foi de R$ 42,2 bilhões, ajustado pela inflação. No entanto, é importante ressaltar que essa é a pior marca para o mês de maio desde 2024, ano em que o governo registrou um superávit primário de R$ 66,6 bilhões.
Receitas e Despesas
O Tesouro Nacional aponta que a deterioração das contas se deve, em grande parte, ao aumento das despesas, que cresceram a um ritmo superior ao da arrecadação. As despesas totais atingiram R$ 251 bilhões, com um aumento real de 9,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Entre os principais fatores que contribuíram para esse aumento estão as despesas livres do governo, que cresceram R$ 16,7 bilhões, os benefícios previdenciários, que aumentaram R$ 4,9 bilhões, e outras despesas obrigatórias, que tiveram um acréscimo de R$ 2 bilhões.
Crescimento da Arrecadação
As receitas, por outro lado, apresentaram um crescimento real de 5,5%, totalizando R$ 198 bilhões em maio. O aumento na arrecadação é atribuído ao crescimento da economia brasileira e ao aumento de impostos promovido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos anos.
Déficit Acumulado no Ano
No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, o déficit primário totalizou R$ 44,4 bilhões. A piora nas contas é atribuída à antecipação do pagamento de precatórios realizada em março, que elevou significativamente as despesas do governo neste ano.
