O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, intimou a União e os estados da Amazônia Legal e do Pantanal a comunicarem, em um prazo de dez dias úteis, as ações que estão sendo tomadas para enfrentar o aumento do risco de incêndios florestais. Essa determinação se dá em função das previsões climáticas que indicam altas temperaturas e escassez de chuvas nas referidas regiões.

De acordo com o despacho do ministro, as projeções para 2026 sugerem que o fenômeno climático conhecido como El Niño atingirá seu pico entre setembro e outubro, um período crítico para o aumento da incidência de incêndios. A alta probabilidade de temperaturas acima da média e a falta de precipitações são preocupações levantadas pelo governo.

Impactos do El Niño

O fenômeno El Niño, que se origina no Oceano Pacífico, provoca alterações nas condições atmosféricas, influenciando padrões de chuva e temperatura globalmente. Especialistas alertam que a frequência de episódios mais intensos está aumentando, o que pode resultar em desafios maiores no manejo de desastres naturais.

Uma análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) destaca que, se as previsões se confirmarem, o Brasil poderá enfrentar condições similares às do El Niño de 2023/2024, com um aumento significativo no risco de incêndios florestais na Amazônia e no Pantanal. O cenário exige atenção redobrada das autoridades para mitigar os impactos desses desastres.