O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta segunda-feira (8/6) que não há evidências suficientes para estabelecer uma relação causal entre a vacina contra dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, e os casos graves que resultaram em duas mortes. A declaração foi feita durante a suspensão temporária da vacinação em todo o país.

Suspensão da vacinação

A medida foi adotada após a confirmação de 42 reações adversas severas em cerca de 500 mil vacinados. Padilha destacou que os casos graves incluem três internações em UTI, sendo que dois desses pacientes faleceram. As investigações seguem em curso, mas até agora não foram encontrados dados que conectem a vacina aos óbitos.

Casos em investigação

Os casos analisados incluem uma mulher de 48 anos, que, após 19 dias da vacinação, apresentou complicações neurológicas e evoluiu para óbito. Outro caso é de um homem de 58 anos que desenvolveu dengue grave e também faleceu. As autoridades sanitárias estão apurando as circunstâncias de ambas as mortes.

Decisão cautelar do governo

Apesar da baixa incidência de reações adversas, com aproximadamente oito casos para cada 100 mil doses administradas, o governo adotou uma postura de cautela. A suspensão se aplica a profissionais da Atenção Primária à Saúde e em localidades específicas onde a vacina estava sendo aplicada.

Orientações para vacinados

Pessoas que foram vacinadas nos últimos 21 dias devem estar atentas ao surgimento de sintomas e buscar atendimento médico se necessário. Padilha enfatizou que a suspensão não questiona a eficácia da vacina, que ainda mostra proteção contra os quatro sorotipos da dengue.

Conclusão

O ministro reafirmou que as investigações são essenciais para garantir a segurança da população e que todas as informações estão sendo cuidadosamente analisadas. O sistema de vigilância continua alerta para novos casos e reações adversas.