A Prefeitura de Nova Lima, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, divulgou nesta segunda-feira (8) que até o momento não foram confirmados casos graves de reações adversas à vacina contra dengue no município. A cidade foi uma das três do Brasil a iniciar a aplicação do imunizante desenvolvido pelo Butantan, que teve sua utilização suspensa em todo o país após o registro de duas mortes suspeitas.

Dados da Campanha de Vacinação

Desde o início da campanha em janeiro, foram aplicadas 27.278 doses da vacina contra dengue. Durante esse período, três episódios de reações adversas foram notificados, mas após avaliação técnica, o Ministério da Saúde descartou a possibilidade de que esses eventos estivessem relacionados à vacinação.

Suspensão Preventiva

A aplicação da vacina foi interrompida temporariamente nos postos de saúde de Nova Lima como medida preventiva. A prefeitura informou que as doses em estoque serão armazenadas de maneira adequada até que o Ministério da Saúde tome uma decisão final sobre a situação. Além disso, a administração municipal recomendou que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias busquem uma unidade de saúde caso apresentem sintomas ou necessitem de acompanhamento clínico.

Investigação dos Casos no Brasil

Em nível nacional, o governo informou que foram aplicadas cerca de 500 mil doses da vacina, com 42 notificações de reações severas possivelmente relacionadas ao imunizante, incluindo as duas mortes que estão sob investigação. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que não há evidências suficientes para estabelecer uma relação causal entre a vacina e os eventos graves até o momento.

Acompanhamento e Recomendações

O Instituto Butantan, responsável pela vacina, afirmou que o acompanhamento de farmacovigilância não indicou casos significativos de reações adversas nas cidades onde a vacinação foi realizada em massa. Os estados e municípios estão suspendendo as aplicações enquanto as investigações sobre as reações graves e mortes continuam.

Confiança na Segurança da Vacina

O Ministério da Saúde reiterou que a suspensão é temporária e visa garantir a segurança da população. O ministro Padilha expressou confiança na capacidade do Instituto Butantan em conduzir as investigações necessárias. Esper Kallás, diretor do Instituto, também reafirmou o compromisso com a rigorosidade científica e a esperança de que os dados futuros comprovem a segurança e eficácia da vacina.