O Ministério Público do Trabalho (MPT) está processando a Anvisa e o governo federal com o objetivo de proibir o uso do glifosato, um herbicida amplamente utilizado e o mais vendido globalmente. A ação foi protocolada na sexta-feira (22) e busca a suspensão do registro e da autorização para produção e venda da substância no Brasil.

A procuradoria argumenta que o glifosato representa sérios riscos à saúde humana e ao meio ambiente. Caso a ação seja acatada, empresas como a Bayer AG, que utilizam esse ingrediente ativo em seus produtos desde a expiração da patente em 2000, podem ser severamente impactadas.

Recentemente, um estudo que minimizava os riscos do glifosato foi despublicado, levantando questões sobre possíveis conflitos de interesse. Os procuradores citam que esse estudo foi usado como base para a liberação do herbicida em diversos países, apesar de pesquisas anteriores, como a da OMS, terem classificado o glifosato como “provavelmente carcinogênico”.

O procurador Leomar Daroncho afirmou que a ação é uma questão de saúde pública e que é necessário reanalisar os riscos associados ao uso do agrotóxico, especialmente em face de alertas de organizações internacionais sobre sua segurança.