No mês de junho, o Governo de Minas Gerais, através do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema), lançou um abrangente projeto de recuperação ambiental na bacia do Rio Doce, denominado Rio Doce Mais Vida. Essa iniciativa representa a maior ação de restauração ecológica planejada no estado, com um investimento estimado em R$ 1 bilhão e abrangendo 200 municípios.
Objetivos do Projeto
O projeto, coordenado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), tem como principal meta a recuperação ambiental da bacia hidrográfica do Rio Doce. Além disso, busca fortalecer os serviços ecossistêmicos e apoiar a regularização ambiental de propriedades rurais, priorizando aquelas com até quatro módulos fiscais.
Ações Previstas
As iniciativas incluem a recuperação de passivos ambientais em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais (RL). Serão adotadas práticas de conservação de solo e água, bem como implementados mecanismos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) para recompensar aqueles que contribuírem com a preservação da vegetação nativa.
Intervenções Ambientais
Entre as intervenções planejadas estão o plantio de mudas nativas, a condução assistida da regeneração natural e a aplicação de técnicas de restauração em áreas degradadas. Também está prevista a construção de barraginhas, curvas de nível e terraceamentos para controle da erosão, além da adequação de estradas rurais e soluções de saneamento rural.
Capacitação e Formação
Para fomentar a capacitação na região, serão estabelecidos dois viveiros-escola florestais, um em Governador Valadares e outro em Ubá. Esses espaços serão voltados à produção de mudas nativas e à formação técnica de agricultores e profissionais da área.
Meta de Restauração
O projeto visa restaurar 12 mil hectares ao longo de 20 anos, sendo 9 mil destinados à recuperação de passivos ambientais em APPs e RL de propriedades privadas, e 3 mil hectares focados em áreas degradadas em Unidades de Conservação estaduais. Essa ação faz parte do Novo Acordo de Reparação do Rio Doce, estabelecido após o rompimento da Barragem de Fundão em 2015.
