No dia 11 de junho, 156 famílias do assentamento Craúno, localizado em Jequitinhonha, celebraram a entrega de seus títulos de propriedade rural, após um longo período de espera que dura 34 anos. A solenidade, organizada pelo Governo de Minas através da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), representa um marco significativo para a comunidade local.

Importância da Regularização Fundiária

A concessão dos títulos é parte do Programa de Regularização Fundiária Rural, um esforço da Seapa que visa garantir a segurança jurídica para pequenos agricultores. O secretário Thales Fernandes ressaltou que a entrega dos documentos é um passo importante para dignificar os produtores e fomentar o desenvolvimento rural. 'Estamos cumprindo uma promessa e mudando a vida das pessoas', afirmou.

Acesso a Oportunidades

Com a regularização, os agricultores agora têm acesso a políticas públicas e linhas de crédito rural, o que possibilita investimentos em suas atividades e na geração de empregos. Os títulos também facilitam a participação em programas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), entre outros.

Emoção e Superação

Durante a cerimônia, a produtora Jesuína Maria de Souza expressou sua emoção ao receber o título, que também traz segurança para seus filhos. 'Fico tranquila sabendo que as terras estão regularizadas', declarou. Joel Alves Matias, fundador do assentamento, também compartilhou sua alegria após décadas de luta por essa conquista.

Histórico do Assentamento

O assentamento Craúno foi criado em 1992, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento agrícola na região. Contudo, os títulos de propriedade nunca foram regularizados, levando os produtores a reivindicarem seus direitos por mais de 30 anos. O superintendente de Regularização Fundiária da Seapa, Pedro Garcia, destacou a sensibilidade da atual gestão em atender a essa demanda histórica.

Investimentos e Futuro

A Seapa, por meio de audiências com a comunidade e um processo de georreferenciamento, trabalhou para parcelar as terras em 156 lotes, respeitando as áreas de preservação ambiental. No total, mais de R$ 700 mil foram investidos nessa ação, que já beneficiou 15.756 famílias desde 2019. A expectativa é que até 2026, esse número chegue a 18 mil.