No dia 8 de junho, o governador Mateus Simões anunciou o Plano Estadual de Enfrentamento aos Incêndios Florestais, que estabelece diretrizes para a atuação integrada de órgãos públicos e parceiros até 2031. Durante o evento, foi também apresentada a edição 2026 do Programa Minas Contra o Fogo, que operacionaliza o plano.
Investimentos e Estrutura
O plano contará com um orçamento de R$ 440 milhões, destinados à contratação de brigadistas, locação de veículos e aeronaves, e fortalecimento da comunicação. O investimento visa preparar Minas Gerais para enfrentar a temporada de incêndios com o mínimo de perdas.
Objetivos do Plano
A iniciativa tem como meta reduzir a incidência de incêndios e as áreas afetadas. A comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, coronel Jordana Daldegan, destacou que o foco é garantir uma resposta rápida e eficaz para conter focos de incêndio antes que se espalhem.
Governança Interinstitucional
O plano foi desenvolvido em parceria com diversos setores, incluindo instituições ambientais e forças de segurança, estabelecendo diretrizes que norteiam a atuação conjunta do estado frente aos desafios ambientais. Essa governança busca consolidar uma estratégia permanente de proteção ambiental e dos recursos naturais.
Ações Práticas e Metas
O plano também define ações práticas, metas e responsabilidades compartilhadas entre os órgãos envolvidos. Espera-se uma redução progressiva nas áreas queimadas e um fortalecimento na proteção das Unidades de Conservação, além de uma melhor capacidade de monitoramento e resposta.
Impactos das Mudanças Climáticas
A elaboração do plano se dá em um cenário de crescente preocupação com as mudanças climáticas, que têm intensificado a ocorrência de incêndios em Minas Gerais. A previsão de fenômenos como o El Niño pode agravar secas e aumentar a probabilidade de incêndios.
Prevenção e Capacitação
O Corpo de Bombeiros tem investido em prevenção e capacitação, com ações como a Operação Alerta Verde e a formação de brigadistas. O uso de tecnologias, como drones e plataformas de monitoramento, também faz parte da estratégia para enfrentar os incêndios florestais.
