No momento em que o Senado se prepara para discutir a PEC que extingue a escala de trabalho 6x1, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) apresenta um manifesto em oposição à proposta aprovada na Câmara, alegando que os trabalhadores devem ter autonomia para decidir suas jornadas.

Liberdade de Escolha

A carta-manifesto destaca que "a vida real não cabe numa caixinha fechada" e critica a ideia de impor uma escala fixa a todos os trabalhadores. A CACB ressalta que o Brasil não opera de forma uniforme, pois cada profissão e situação exige uma abordagem diferente.

Em um trecho impactante do documento, a confederação afirma: "O vendedor que sustenta a casa na comissão precisa de tempo para vender, não de folga obrigatória por lei". A entidade argumenta que a rigidez nas escalas pode impactar negativamente os preços dos produtos e serviços que todos consomem.

Pec Alternativa

Presidida por Alfredo Cotait Neto, a CACB defende a PEC alternativa proposta pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que prevê o pagamento por hora trabalhada. Apesar das críticas que a proposta recebeu da esquerda, a confederação acredita que a flexibilidade na carga horária é essencial para os trabalhadores.

O manifesto enfatiza a importância de permitir que o trabalhador escolha sua carga horária, afirmando que opções como trabalhar menos para estudar ou aumentar as horas durante períodos de alta demanda, como dezembro, são fundamentais para a autonomia financeira e pessoal.

Pressão sobre os Senadores

A CACB busca mobilizar os senadores para que considerem a PEC alternativa, argumentando que o que está em jogo não é apenas uma mudança na legislação, mas a liberdade de escolha dos cidadãos. O documento conclui com um apelo à valorização do direito do trabalhador de decidir sobre sua própria vida.