Com a expectativa de uma nova reunião do Copom e a recente trégua no conflito do Irã, a gestora Kapitalo ajustou suas estratégias de investimento. A empresa decidiu concentrar suas apostas em juros reais, que considera em níveis "elevadíssimos", reduzindo a exposição a riscos associados ao Banco Central e ao cenário eleitoral.
Visão do COO da Kapitalo
Bernardo Feijó, COO da gestora, aponta que as altas taxas de juros refletem um descompasso nas contas públicas, especialmente em relação à dívida/PIB. Ele acredita que, se políticas corretas forem implementadas, há um potencial significativo para a redução dessas taxas, independentemente de quem vencer as eleições presidenciais.
Menor exposição ao Banco Central
A escolha por juros reais também traz a vantagem de ser menos vulnerável às decisões do Banco Central em um período de incertezas. Segundo Feijó, as expectativas de cortes de juros foram afetadas por fatores globais, e os fundos da Kapitalo não possuem posições que dependam de ações imediatas da autoridade monetária.
Desempenho dos fundos
Os fundos Zeta e Kappa apresentaram resultados positivos em um mês marcado por volatilidade. O Zeta, com uma abordagem de maior risco, teve uma valorização de 2,97%, enquanto o Kappa, com uma estratégia mais conservadora, cresceu 2,15%. Feijó menciona que a recuperação observada é resultado de uma dispersão de temas que geraram oportunidades.
Estratégia no mercado de ações
No mercado de ações, a Kapitalo adotou uma posição defensiva, investindo em setores que se beneficiam da demanda externa, como mineração e commodities. A gestora vendeu ações que são mais sensíveis à economia interna e aos juros altos, em resposta ao ambiente eleitoral incerto.
Exposição internacional e commodities
A Kapitalo mantém uma exposição elevada ao mercado externo, com 70% de alocações no fundo Zeta, enquanto ajusta suas posições em tecnologia, evitando grandes concentrações. No setor de commodities, a gestora está comprada em petróleo, mas zerou sua posição em ouro, citando um cenário de juros altos e menor necessidade de diversificação em relação ao dólar.
