Belo Horizonte – Minas Gerais alcançou a marca de 82 mil doses da vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, antes da suspensão preventiva anunciada pelo governo federal na última segunda-feira (8/6). A vacina foi introduzida no estado em fevereiro, inicialmente focando na população de Nova Lima, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Expansão da vacinação

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) informou que em março a vacinação foi ampliada, incluindo profissionais de saúde que atuam na linha de frente no atendimento da Atenção Primária à Saúde (APS) em todo o estado, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde. No entanto, a secretaria não detalhou os municípios onde as doses foram aplicadas.

Dados de aplicação em Nova Lima e BH

Até o momento, Nova Lima recebeu 27.278 doses da vacina, e a prefeitura local afirmou que não houve registro de reações adversas graves. Na capital, Belo Horizonte, a vacinação teve início em 20 de fevereiro, com aproximadamente 3,5 mil profissionais da saúde sendo imunizados. Assim como em Nova Lima, não foram reportados eventos adversos significativos na cidade.

Cuidados após a vacinação

As autoridades de saúde alertam que as pessoas que foram vacinadas nos últimos 21 dias devem ficar atentas a possíveis sintomas como dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, e náuseas. Caso ocorram sinais mais graves como dor abdominal intensa ou vômitos persistentes, é recomendado buscar atendimento médico imediatamente.

Sobre a vacina do Butantan

A vacina contra a dengue, produzida integralmente no Brasil pelo Instituto Butantan, é a primeira do mundo a ser administrada em dose única. A suspensão da vacinação foi uma medida preventiva enquanto investigações estão em andamento para entender a relação entre eventos adversos e a aplicação do imunizante.

Eventos adversos no Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, revelou que desde o início do ano, aproximadamente 500 mil doses da vacina foram distribuídas em cidades como Botucatu (SP) e Maranguape (CE), além de Nova Lima. Até agora, foram registrados 42 eventos adversos graves, dos quais três foram considerados graves, incluindo dois óbitos que estão sendo investigados.