A professora Helen Hirsh, aos 65 anos, enfrentou uma crise de confiança comum entre pessoas idosas, sentindo-se invisível e irrelevante. Com uma carreira de cinco décadas na educação, esse momento a levou a refletir sobre a percepção negativa da velhice, conhecida como etarismo.

O Impacto do Etarismo

Hirsh percebeu que internalizar essa visão poderia resultar em um ciclo de isolamento e depressão. Um convite de um ex-aluno para um curso de empreendedorismo social foi o ponto de virada que a fez criar o projeto Top Sixty Over Sixty, voltado para combater o idadismo e promover a diversidade etária no Canadá.

Livro e Reflexões

No livro 'ReSet: Making the Most of the Rest of Your Life', coautorado com Debra Yearwood, Hirsh aborda a necessidade de confrontar o etarismo e oferecer estratégias para uma vida plena. Ela alerta que a minimização do preconceito etário pode levar a consequências graves, como o isolamento social e a morte prematura.

Nova Mentalidade

Aos 77 anos, Helen defende a 'mentalidade da longevidade', que propõe uma visão positiva sobre a vida após os 60 anos. Segundo ela, é fundamental entender que cada fase da vida pode ser repleta de significado e propósito.

Dicas para a Longevidade

Durante uma palestra online, Hirsh compartilhou algumas sugestões valiosas. Primeiramente, é essencial reconhecer o idadismo e desconstruir esses preconceitos, mostrando que os idosos merecem respeito e dignidade.

Reconectando-se com a Vida

Ela também convida as pessoas a refletirem sobre atividades que deixaram de lado por acreditarem que estavam velhas demais para realizá-las. É importante valorizar a sabedoria e a experiência acumuladas ao longo da vida. Além disso, Hirsh incentiva a busca por novos propósitos e oportunidades, destacando a relevância do engajamento intergeracional e a participação em causas sociais.