Paulo Peregrino, um dos primeiros pacientes a ser tratado com a inovadora terapia CAR-T Cell, desenvolvida em parceria entre a USP e o Hemocentro de Ribeirão Preto, celebra sua remissão total do câncer. Com 64 anos, o publicitário ainda se emociona ao visualizar os exames que mostram sua recuperação.

Histórico de Luta Contra o Câncer

Diagnosticado com linfoma não-Hodgkin em 2018, Paulo iniciou a terapia celular em março de 2023. Em apenas 48 dias, os linfomas que estavam disseminados por seu corpo desapareceram. "Foi como se tivessem passado uma borracha", disse ele, referindo-se ao impacto da remissão.

Resultados Promissores da Terapia

Novos dados de um estudo divulgado recentemente mostram que cerca de 90% dos pacientes tratados com a CAR-T Cell apresentaram redução significativa ou total nos tumores. Paulo, que está completando dois anos de remissão total, já havia enfrentado outro câncer em 2010, mas agora se sente curado.

O Impacto da Ciência

"2023 foi o auge de uma luta de 13 anos contra o câncer", afirmou Paulo. Ele compartilhou sua experiência emocionante ao receber a terapia, sentindo que em uma hora poderia resolver um problema que o acompanhou por tanto tempo.

Como Funciona a Terapia CAR-T Cell

A terapia CAR-T Cell envolve a coleta de glóbulos brancos do sangue do paciente, que são então reprogramados em laboratório para combater as células cancerígenas. Essas células são devolvidas ao corpo do paciente, onde atuam contra o câncer, especialmente em casos de leucemia linfoide aguda e linfoma não-Hodgkin.

Participação em Estudos Clínicos

Paulo estava praticamente desenganado antes de ser selecionado para participar do estudo clínico da CAR-T Cell. Ele já havia passado por 50 sessões de quimioterapia e um transplante de medula óssea, mas nada parecia eficaz. A terapia apareceu como uma nova esperança, e ele decidiu participar, acreditando que sua história poderia servir de inspiração para outros.

Perspectivas Futuras e Estudos em Andamento

Até o momento, 75 pacientes foram incluídos no estudo clínico, com 25 já recebendo o tratamento. A pesquisa tem como objetivo recrutar pelo menos 100 pacientes e finalizar a fase I/II do estudo. O Instituto Nacional de Câncer estima 12.560 novos casos de linfoma não-Hodgkin no Brasil entre 2026 e 2028, reforçando a importância do avanço nas terapias como a CAR-T Cell.