O Governo de Minas Gerais sancionou a Lei 25.912, que reconhece o conjunto arquitetônico da Escola de Saúde Pública do Estado (ESP-MG), localizada em Belo Horizonte, como de relevante interesse cultural para o estado. A publicação da lei ocorreu no Diário Oficial no dia 9 de junho, logo após a instituição celebrar seus 80 anos de existência.
Importância da ESP-MG
A ESP-MG se consolidou ao longo das últimas oito décadas como uma referência na formação de profissionais de saúde pública, tendo capacitado mais de 500 mil trabalhadores através de mais de 900 cursos e cerca de 6 mil turmas. O governador Mateus Simões enfatizou a relevância da instituição, afirmando que valorizar seu patrimônio é reconhecer a contribuição para a construção do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado.
Objetivos da nova lei
A nova legislação tem como foco a valorização de bens, expressões e manifestações culturais que compõem a diversidade da sociedade mineira. Entre as diretrizes, destacam-se a preservação da tradição, a conservação do edifício e a promoção de um memorial que resgate a trajetória da ESP-MG.
Reconhecimento do secretário de Saúde
O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, ressaltou que o reconhecimento do conjunto arquitetônico reforça a importância histórica da instituição para Minas Gerais. Para ele, a ESP-MG simboliza oito décadas de dedicação à formação de profissionais e ao fortalecimento do SUS, tornando essencial a preservação de sua história.
Diretora da ESP-MG celebra a sanção
A diretora da ESP-MG, Mara Guarino Tanure, expressou sua satisfação com a sanção da lei, considerando-a um marco significativo, especialmente após a celebração dos 80 anos da instituição. Ela destacou que essa valorização vai além da formação em saúde, abrangendo também o patrimônio histórico e cultural de Minas Gerais.
Patrimônio arquitetônico de Belo Horizonte
A ESP-MG já é reconhecida como patrimônio arquitetônico de Belo Horizonte desde 2022, quando seu prédio-sede foi tombado devido ao seu valor histórico, artístico e científico. A construção, projetada por José Porto Nunes e inaugurada em 1959, é um exemplo da arquitetura protomodernista, refletindo uma transição do estilo art déco.
