O esporte não é apenas uma questão de habilidade física, mas também de disciplina e superação. Para Bryan de Oliveira Lima, um menino indígena de 11 anos de Barão de Antonina, o judô é uma forma de expressar sua cultura e identidade. No último dia 17 de maio, ele participou de um torneio em Capão Bonito e conquistou o 3º lugar, destacando a importância da representatividade indígena no esporte.

A Conquista de Bryan

Em sua primeira competição, Bryan, conhecido pelo nome indígena Awa Tawidjú, impressionou ao subir ao pódio usando um cocar tradicional. Ele comentou sobre a experiência: “A competição foi muito legal. É muito importante participar sendo um indígena. Eu me sinto orgulhoso.” O torneio contou com a presença de cerca de 400 atletas.

Dedicação e Superação

Para se dedicar ao judô, Bryan treina em uma equipe de Itaporanga e percorre cerca de 16 km, pelo menos três vezes por semana. Ele venceu três lutas para alcançar o 3º lugar e já se prepara para a próxima competição, que ocorrerá em Tatuí no próximo mês. “Vou tentar o primeiro lugar dessa vez”, afirmou o jovem atleta.

O Retorno ao Judô

Após cinco anos longe do esporte, Bryan decidiu retomar o judô em junho do ano passado. Menos de um ano após seu retorno, ele já conquistou seu primeiro pódio. Para ele, o judô não se resume a medalhas, mas à oportunidade de fazer amigos e se divertir. “O que eu mais gosto de fazer no judô é lutar e fazer amizades”, disse.

Orgulho Familiar

A presença da família foi fundamental durante a competição. Ronald Natan de Lima, pai de Bryan e cacique da aldeia Txondaro, expressou sua emoção ao ver o filho competir. “Tudo isso foi muito gratificante. Ele pegou o gosto pelo judô e nós decidimos levá-lo para competir. Foi um momento especial”, contou Ronald.

Inclusão no Judô

A Federação Paulista de Judô (FPJudô) destacou que Bryan é o segundo atleta indígena registrado na federação em São Paulo e o primeiro na região de Itapetininga. Para a federação, essa inclusão é um marco importante. “Consideramos essa inclusão de grande importância, pois reforça nosso compromisso com a diversidade e a representatividade de todas as etnias”, afirmou Takeshi Yokoti, vice-presidente da FPJudô. O técnico de Bryan também elogiou a participação do jovem, ressaltando que o judô tem o poder de unir culturas e histórias.