A Manatí Capital anunciou a conclusão da captação de R$ 375 milhões na primeira emissão do Manatí Renda CDI Plus, seu mais recente fundo de crédito imobiliário. O montante arrecadado ultrapassou a meta inicial de R$ 300 milhões, após a utilização total do lote adicional, estabelecendo um novo recorde para a gestora.

Detalhes do novo fundo

O Manatí Renda CDI Plus terá um prazo estimado de seis anos e focará em operações de crédito imobiliário pós-fixadas. Segundo informações da gestora, o pipeline indicativo do fundo abrange cerca de 20 operações de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), com uma remuneração média projetada de CDI + 4,4% ao ano.

Retorno para investidores

A proposta do fundo visa oferecer um retorno líquido em torno de CDI + 2,3% para os investidores pessoa física, aproveitando a estrutura tributária favorável dos CRIs. A operação resultou na emissão de 3,75 milhões de cotas, cada uma avaliada em R$ 100.

Expansão da gestão

Com a finalização dessa oferta, a Manatí Capital passa a gerenciar aproximadamente R$ 1,5 bilhão em ativos, contando com uma base de mais de 60 mil investidores. Essa expansão demonstra a confiança do mercado na gestão da empresa e na proposta de investimentos oferecida.

Perspectivas do mercado de capitais

De acordo com Pedro Ferretti, sócio da Manatí Capital, a escassez de recursos na poupança deve aumentar a relevância do mercado de capitais no financiamento imobiliário. Ele observa que, com a diminuição da poupança, o mercado de capitais, por meio dos CRIs, tende a ganhar ainda mais importância.

Cautela e estratégia

Apesar das perspectivas otimistas, Ferretti ressalta a necessidade de cautela na análise de crédito, mesmo com a expectativa de queda na taxa Selic nos próximos trimestres. A gestora adota critérios rigorosos para a seleção de ativos, incluindo uma análise financeira detalhada e monitoramento contínuo das operações, priorizando diversificação e garantias robustas para mitigar riscos.

Foco em incorporação residencial

O pipeline do fundo está majoritariamente concentrado em operações relacionadas à incorporação residencial, um segmento que a gestora vê como mais promissor neste momento do ciclo imobiliário. Projetos estão previstos para diversas regiões do Brasil, incluindo Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.