No dia 23 de junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou a primeira fase das obras da Nova Serra das Araras, localizada na Rodovia Presidente Dutra (BR-116), na altura de Paracambi, no Rio de Janeiro. Este projeto tem como objetivo aprimorar a segurança e a capacidade viária, ao mesmo tempo que incorpora práticas de sustentabilidade ambiental e social.
Práticas Sustentáveis
Um dos destaques da obra é a instalação de uma central de britagem no canteiro, que permite o reaproveitamento de fragmentos de rochas provenientes das escavações. Essa prática evita a geração de resíduos e a necessidade de extrair matéria-prima de outras áreas. O engenheiro civil Thiago Pinho Batista, gerente de Engenharia da Motiva Rodovias, explicou que o sistema de britagem é semelhante a uma pedreira em menor escala, onde todos os materiais utilizados na construção são produzidos localmente.
Benefícios Econômicos e Ambientais
Segundo Thiago, o reaproveitamento das rochas gera benefícios significativos. “Se não reaproveitássemos, teríamos que descartar o material em uma área de DME, ou seja, jogá-lo fora. Além disso, a produção local de insumos evita a exploração de novas áreas e reduz custos”, destacou. Essa abordagem, portanto, representa um ganho econômico, social e ambiental para o projeto.
Detalhes do Novo PAC
A Nova Serra das Araras faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), com um investimento total de R$1,5 bilhão. A obra, que já está 70% concluída, contempla a construção de oito faixas de rolamento, 24 viadutos, duas rampas de escape e três passarelas, visando melhorar a fluidez do tráfego que atualmente movimenta cerca de 390 mil veículos por mês, dos quais 36% são de carga.
Medidas de Preservação
A obra também implementa ações de preservação da biodiversidade, incluindo um programa de resgate de fauna e flora. Equipes especializadas monitoram a presença de animais e ninhos na área de intervenção, com o objetivo de minimizar possíveis acidentes. Desde o início das obras, aproximadamente 400 animais foram afugentados e nove atendimentos veterinários foram realizados.
Resgate de Flora e Fauna
Além do resgate de animais, o projeto também se preocupa com a flora local. Desde abril de 2024, mais de 40 espécies vegetais foram identificadas, com 500 exemplares resgatados e 1.800 sementes coletadas. O trabalho inclui também a produção de mudas em um viveiro no canteiro central, com 100 mudas já doadas ao município de Piraí. Entre as espécies resgatadas, estão algumas ameaçadas da Mata Atlântica, como Euterpe edulis e Dalbergia nigra.
