O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelou, nesta terça-feira (26), em Manaus, que a revitalização da BR-319, que conecta a capital amazonense a Porto Velho (RO), será conduzida com um rigoroso padrão de cuidado ambiental. Durante a cerimônia de entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, Lula destacou que a obra será um modelo para o mundo.
Compromisso Ambiental
"Talvez seja a estrada que vai ser feita com o maior cuidado ambiental de qualquer estrada já feita em qualquer país do mundo. Será a estrada modelo, modelo de qualidade e de preservação ambiental", afirmou o presidente. Ele ressaltou que o governo está trabalhando há meses para definir um modelo de segurança ambiental adequado para a rodovia, que é situada em uma área sensível da Amazônia.
Parcerias e Investimentos
O plano de reconstrução envolve a colaboração de diversos setores, incluindo empresários, o governo federal, estaduais, prefeitos, a Polícia Federal e o Exército. Após o evento, Lula, acompanhado dos senadores Eduardo Braga e Omar Aziz, visitou o quilômetro 209 da BR-319, onde oficiais devem anunciar os investimentos.
Pacote de Ações
O governo está preparando um pacote de ações que inclui um investimento de quase R$ 1,5 bilhão para a recuperação do trecho do meio da rodovia, que abrange 405,7 km e atravessa a Amazônia. Além da melhoria da estrada, o plano prevê bases de fiscalização, mais de 170 passagens para animais, 50 pontes e a criação de uma faixa de controle ambiental superior a 40 mil km².
Modelo de Fiscalização
De acordo com informações de fontes do Executivo, a nova abordagem de fiscalização será feita em parceria com a iniciativa privada, por meio de um modelo de concessão. O governo também planeja estabelecer novas unidades de conservação e regularizar a situação fundiária de mais de 20 mil propriedades rurais.
Desafios e Críticas
A discussão sobre a reconstrução da BR-319 perdura há três décadas, com um embate entre a necessidade de conectar a população do Norte ao restante do Brasil e as preocupações ambientais. Ambientalistas alertam que a obra pode impulsionar o desmatamento, gerando ramificações na floresta para a exploração ilegal de recursos naturais.
