A Rota dos Sertões, que compreende trechos das rodovias BR-116, BR-324, BA e PE, está em processo de leilão nesta quinta-feira (28) na B3, em São Paulo. O evento atraiu três propostas de diferentes consórcios interessados na concessão.
Consórcios Participantes
Uma das propostas é de um consórcio que inclui a Mota Engil, empresa portuguesa conhecida por sua atuação na construção do túnel imerso entre Santos e Guarujá, juntamente com a gestora Galapagos Capital e a Neo Invest. Esta última é uma subsidiária da holding Novonor, que também controla a construtora Odebrecht.
O segundo consórcio é composto pelo grupo DMDL, responsável pela infraestrutura da zona azul da COP30, e pela empresa de engenharia Aspen. Por fim, um terceiro grupo é formado por um fundo da Yvy Capital, que é ligado ao ex-ministro Paulo Guedes, e pelo grupo Houer.
Importância da Concessão
De acordo com o Ministério dos Transportes, a concessão da Rota dos Sertões é essencial para promover a integração regional e fortalecer a logística no Nordeste. O contrato de concessão terá uma duração de 30 anos e está projetado para abranger investimentos na ordem de R$ 4,13 bilhões em obras e R$ 4,4 bilhões em custos operacionais.
Obras Previstas
Entre as intervenções planejadas estão a duplicação de mais de 94 km de estradas e a instalação de cinco praças de pedágio, que atualmente não existem na rodovia. As praças de pedágio estarão localizadas em Feira de Santana, Teofilândia, Quijingue, Chorrochó e Cabrobó.
As tarifas de pedágio estão estipuladas em R$ 0,09505 por km para pista simples e R$ 0,12356 por km para pista dupla, sem descontos. O leilão será vencido pelo consórcio que oferecer o maior deságio sobre a tarifa básica de pedágio.
Duplicaçãp e Cronograma
A duplicação prevista abrange trechos contínuos e descontínuos da BR-116, iniciando em Serrinha e culminando em Tucano. O cronograma estipula que as obras sejam concluídas até o sexto ano do contrato de concessão.
