O Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu converter a prisão em flagrante de Josimar Junio dos Santos, de 42 anos, em prisão preventiva. A juíza responsável pelo caso, Marina de Alcântara Sena, afirmou que a liberação do acusado poderia resultar em um feminicídio, dado o histórico de violência contra sua ex-parceira.
O caso
Josimar foi detido em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, após sua ex-mulher deixar um bilhete de SOS em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A mulher, de 47 anos, pediu que seu nome não fosse divulgado e solicitou ajuda, afirmando estar sendo agredida por ele.
Descrição do incidente
No bilhete, a vítima pedia para que chamassem a polícia, afirmando: "Me chama para dentro. Dá tempo de chamar a polícia, pelo amor de Deus. Chama a polícia para mim, ele está me batendo". Embora o agressor não estivesse presente na UBS quando os guardas chegaram, ele foi localizado nas proximidades da casa da vítima e detido.
Decisão judicial
A juíza destacou em sua decisão a gravidade da situação, mencionando que a prisão preventiva é necessária para proteger a vida da vítima. Ela citou o histórico criminal de Josimar, que inclui condenações por roubo e estupro, e afirmou que sua liberação representaria um risco significativo.
Testemunho da vítima
Em entrevista à TV Globo, a vítima relatou momentos de terror durante as agressões, afirmando ter sido torturada por várias horas. "Ele bateu na minha cara, me deu soco, pôs a faca no meu pescoço", contou, enfatizando que não permitirá que isso continue em sua vida.
Reação da defesa
A Defensoria Pública solicitou a liberdade provisória do agressor, sem fiança, e argumentou que não havia risco à instrução criminal. A juíza, no entanto, não acatou o pedido, considerando a situação de risco iminente para a vítima, que já havia sido alvo de violência anteriormente.
