Nos últimos anos, o número de investidores em renda fixa no Brasil teve um aumento significativo de 20% entre o segundo trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025, conforme dados da B3. Atualmente, mais de 100 milhões de CPFs estão registrados nessa categoria de investimento, que inclui produtos como LCIs, LCAs, CRIs, CRAs e debêntures de infraestrutura, todos com rendimentos isentos de Imposto de Renda.
Declaração é Obrigatória
Apesar da isenção, a B3 alerta que a declaração desses ativos no Imposto de Renda é obrigatória. A Receita Federal utiliza as declarações para monitorar a evolução patrimonial dos contribuintes e cruzar dados com instituições financeiras. Portanto, se um contribuinte possui rendimentos que não se alinham com suas declarações, corre o risco de cair na malha fina.
Prazo de Declaração
O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda se encerra às 23h59 do próximo dia 29. Os contribuintes podem realizar a entrega através do programa IRPF 2026, disponível no site da Receita Federal, ou pelo Meu Imposto de Renda, que permite o preenchimento online. O acesso a essas ferramentas pode ser feito pelo e-CAC ou aplicativo da Receita Federal.
Tipos de Investimentos Isentos
Os investimentos que precisam ser declarados incluem: LCIs e LCAs, que financiam setores imobiliário e agropecuário, CRIs e CRAs, que lidam com recebíveis, e debêntures de infraestrutura, que financiam projetos de empresas. Todos esses títulos oferecem isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, mas requerem declaração.
Como Declarar Investimentos
Para declarar corretamente, é recomendado seguir o informe de rendimentos fornecido pela corretora ou banco, que já contém os valores e o CNPJ da fonte pagadora. Na seção "Bens e Direitos", o contribuinte deve informar o tipo do título, nome e CNPJ da instituição, além de dados como data de aplicação e vencimento. É crucial que o valor inicial informado seja o custo de aquisição.
Cuidado com Erros Comuns
Erros na declaração podem levar à malha fina. Os mais recorrentes incluem não declarar investimentos por serem isentos, lançar rendimentos como tributáveis, usar valores atualizados em vez do custo de aquisição, errar o CNPJ e esquecer de declarar títulos já resgatados. É fundamental atenção a esses detalhes para evitar complicações com a Receita Federal.
