No Sudeste e no Sul do Brasil, é comum ouvir reclamações sobre o frio, enquanto que no verão o calor é alvo de reclamações. No entanto, essa insatisfação não resulta em ações efetivas, como a doação de roupas ou a compra de ar-condicionados para os necessitados.

Indiferença e suas consequências

Reclamar do clima é tão produtivo quanto criticar a corrupção: não altera a realidade. Essa indiferença se reflete em vidas perdidas. Um estudo revela que com os R$ 50 bilhões que Vorcaro deixou de pagar, poderiam ser adquiridos muitos aparelhos que salvam vidas.

O impacto da pandemia de Covid-19 ainda é sentido, com 400 mil mortes que poderiam ter sido evitadas se o governo tivesse adotado medidas eficazes. Apesar disso, muitos continuam a apoiar líderes que não priorizam a saúde pública.

Custos da inação climática

A crise climática não afeta apenas a natureza, mas também a saúde da população. Segundo um levantamento da Fiocruz para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), entre 2000 e 2019, ocorreram 120 mil mortes devido a problemas respiratórios e cardiovasculares relacionados ao calor.

Embora o número possa parecer pequeno em comparação com os homicídios, é essencial compreender que toda vida perdida é significativa. A média anual de 6 mil mortes evitáveis é alarmante, especialmente em um contexto onde os homicídios estão em queda, enquanto as mortes relacionadas ao calor estão aumentando.

A urgência da ação

Os efeitos da crise climática não são uma preocupação futura; eles estão presentes e se intensificando. O estudo da Fiocruz evidencia que os impactos do aquecimento global já estão afetando a população há décadas.

O tempo para agir é cada vez mais curto, e é fundamental que a sociedade e o governo reconheçam a gravidade da situação e tomem medidas efetivas para proteger vidas e mitigar os danos causados pela mudança climática.